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domingo, 28 de fevereiro de 2010
P. Ferreira-V. Setúbal, 5-3 xande
P. Ferreira-V. Setúbal, 5-3
Postado por xande. Comenta ou regressa á Pagina Inicial.
Para começo de conversa, aqui vai o elogio: bela partida de futebol, oito golos e muita alma. Numa tarde massacrada pela chuva incessante, não se podia exigir mais. Entrega, choque, raça e triunfo ajustadíssimo do Paços de Ferreira. 5-3 senhores, um luxo!

Segunda nota de relevo: os «castores» passam a somar 29 pontos e têm debaixo do braço a candidatura europeia. O Setúbal, por outro lado, vai continuar a ser antepenúltimo e a conviver com as agruras da aflição.

FICHA DE JOGO E ESTATÍSTICAS

No lançamento desta partida falámos sobre uma história simples. Os indicadores apontavam todos no mesmo sentido. O Paços, tranquilo na classificação e recém-chegado de uma vitória importante em Vila do Conde, confirmou todo o favoritismo na recepção ao V. Setúbal, embora os sadinos tivessem chegado a colocar reticências no argumento da partida.

Marcaram primeiro - através de Keita, logo no dealbar do jogo -, sustiveram durante alguns minutos a reacção do Paços de Ferreira, mas acreditaram excessivamente na eficácia das cinco torres defensivas. Ou melhor, Manuel Fernandes acreditou. Três defesas centrais (Collin, André Pinto e Ricardo Silva) e dois trincos (Djikiné e Sandro) impuseram respeito na fase de conhecimento mútuo, mas logo deixaram de fazer sentido.

As limitações de um Vitória desolador

A queda da estratégia do Vitória começou a desenhar-se num livre indirecto, mal defendido pelas tais torres. Ganhou contornos numa grande penalidade cometida por Bruno Ribeiro e soçobrou ao terceiro golo pacense. Ao intervalo, Manuel Fernandes reformulou as ideias, deu um novo ar ao meio-campo (com Kazmierczak) e oxigenou a esperança num golaço de Hélder Barbosa.

Os «destaques» do Paços-V. Setúbal

Mas esta era a tarde dos homens do ataque pacense. Pizzi, Maykon e William, francamente inspirados, construíram mais dois golos e retiraram todas as dúvidas que atolavam o decorrer do jogo.

Mas este foi também o encontro em que o Vitória não conseguiu camuflar as suas gritantes limitações. Os sadinos jogam pouco futebol, usam e abusam do físico imponente dos centrais e dos atacantes (Keita e Henrique), mas a essência é nua, fria, desoladora. Marcaram três golos num campo complicado, é certo, mas isso serve apenas de atenuante.

Bem cedo no encontro se percebeu que o Paços muito dificilmente deixaria de ganhar. O Setúbal foi digno, honesto, mas é efectivamente um conjunto que está a anos-luz da harmonia do Paços.

Em Paços não há túneis

Num período em que tão mal se fala do futebol português, com túneis a mais e espectáculo a menos, vale a pena guardar este último parágrafo para algumas loas aos intervenientes no jogo da Mata Real.

Independentemente da maior qualidade de uns, todos se entregaram de uma forma absolutamente exemplar. A lamentar há apenas a grave lesão de Baiano, substituído ainda na fase inicial deste encontro.
fonte-->Maisfutebol


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